5 dicas de planejamento financeiro para fotógrafos

Tempo de leitura: 6 minutos

Que maravilha seria se o trabalho da gente fosse apenas fazer belas imagens, né? Mas a menos que você fotografe por hobby, tem muito mais a se preocupar do que somente tirar fotos dignas de prêmio. É preciso, antes disso, pensar nos negócios e realizar um cuidadoso planejamento financeiro da sua atividade como fotógrafo.

Se não, é provável que seja necessário arranjar outro emprego para conseguir pagar as contas. 😕

Realmente, não é difícil ver gente apostando todas as fichas no talento com a câmera e achando que isso basta. “Só preciso arranjar um monte de clientes e trabalhar bastante. Não tem erro!” 💀

Engano clássico…

Ter uma clientela sólida é um excelente começo, sem dúvida, mas de nada adiantará se você não tiver controle dos seus gastos e se não souber quanto cobrar para bancar as despesas ou investir em seu negócio ou lazer. Resumindo, se não agir como empresário, você acaba se dando mal.

Se você ainda não organizou isso, uma boa hora para começar é HOJE MESMO.

Para facilitar a sua vida, escrevi 5 dicas de planejamento financeiro para fotógrafos, que podem te ajudar. Confira!

1. Tenha todas as despesas na ponta do lápis

Não importa se você é dono de estúdio ou se trabalha como “freela”; levar todas as despesas na ponta do lápis é essencial para a saúde financeira do seu negócio.

É a partir do conhecimento do seu custo operacional que você poderá criar sua estratégia comercial e realizar uma política de preços adequada.

Pra isso, quero sugerir o seguinte: faça uma planilha detalhada de todos os seus custos. Tanto as despesas do estúdio ou da atividade autônoma (gastos com energia elétrica, aluguel de imóvel, combustível, impostos, etc.), quanto os gastos pessoais (condomínio, conta de celular, mercado, vestuário, lazer, etc.).

Pense em termos de despesas fixas (que são pagas todo mês) e despesas eventuais (consulta médica, por exemplo) e não esqueça de anotar até os menores gastos (estacionamento, cafezinho na padaria,etc). O importante é registrar diariamente cada movimentação financeira que você faz para você e para a sua atividade de fotógrafo.

Você pode montar sua planilha no Excel ou usar algum aplicativo de controle financeiro. O importante é saber quanto custa manter o seu negócio e suas despesas pessoais, para poder separar os dois e planejar um salário (afinal, você precisa ser pago pelo seu trabalho).

Nesse link aqui, você consegue baixar uma planilha funcional, focada na atividade fotográfica, que nós do Fotologia criamos pra te ajudar nessa jornada: http://materiais.fotologia.net/extra84

2. Separe as suas contas e as contas da empresa

Um dos erros mais clássicos (e que mais quebram empresas que estão começando) é não separar o caixa da empresa e o seu caixa pessoal. Muitos fotógrafos pensam que por serem profissionais liberais, toda grana que entra dos trabalhos, também é grana do fotógrafo e isso está MUITO ERRADO.

Seu dinheiro vem do seu salário, por isso é importante você definir quanto sua empresa te pagará por mês e calcular isso no custo mensal. O resto do valor é da empresa e deve cobrir todos os custos dela. Se sobrar alguma coisa depois de pagar esses custos, esse valor deve ser guardado, pois você precisa destinar uma parte da sobra para uma reserva de emergências (que vai ajudar quando um equipamento quebrar, por exemplo), uma reserva para investimentos (para planejar a compra ou atualização dos equipamentos) e uma reserva de capital de giro (que serve para financiar a operação no dia a dia, permitindo que a empresa opere com dinheiro próprio).

Só depois de tudo isso é que você vai enxergar se algo sobrou e definir isso como lucro. Esse lucro então pode ir sendo acumulado, para ser retirado por você (sócio) em períodos específicos (por exemplo, a cada 6 meses).

3. Reserve a grana dos produtos vendidos

Lembre-se que ao vender um ensaio ou um casamento, você terá uma série de custos operacionais e de de produtos para executar esse trabalho e esses custos devem ser descontados do valor pago pelo cliente.

Por exemplo, se você vendeu hoje um contrato de casamento com álbum Prime 30x30cm da Indimagem, você já deve separar a grana do custo desse álbum e colocá-la em alguma aplicação assim que ela entrar (mesmo que o casamento seja daqui a um ano), pois essa grana sempre foi do álbum prometido, nunca foi sua.

No vídeo rápido abaixo, lá do FotologiaVlog, eu explico melhor sobre isso:

4. Guarde um dinheiro para reinvestir e folgar

Não basta dar conta do orçamento do mês: é preciso pensar no futuro. Assim, o seu planejamento financeiro deve levar em consideração a necessidade de investir no negócio, seja para expandir (alugar um estúdio, contratar um assistente, investir em photobooks), seja para fazer um “upgrade” do equipamento (uma câmera melhor, novas lentes, um PC mais potente), etc.

Ou seja: além de pagar as contas, você deve fazer uma reserva de caixa. Mas não apenas para reinvestir: lembre-se de que, como autônomo, não terá direito a férias, nem a 13° salário, então é sua obrigação providenciar um fundo que permita a você parar durante alguns dias ou retirar um salário extra no final do ano. O mesmo se aplica à previdência: se não poupar, nada de aposentadoria.

Portanto, tudo isso deve ser levado em conta na hora de calcular o valor do seu trabalho. Se o que você recebe não contempla todas essas questões, sugiro uma revisão nas contas o mais rápido possível!

5. Realize um plano de negócios

Essa revisão nas contas pode indicar que, até agora, você estava voando às cegas. Em outras palavras, não tinha uma exata noção do que pretendia fazer nem dos objetivos a alcançar. Não tinha um plano.

Pois saiba que ter um plano de negócios é fundamental. Não apenas para conhecer o mercado em que você está atuando (gestante, newborn, casamentos), o perfil da clientela, as potenciais ameaças e concorrentes, como para prever quais os recursos necessários para conseguir alcançar seus objetivos.

Todas essas informações ajudam a elaborar o seu planejamento financeiro, pois é com base nelas que você saberá quanto recurso será necessário para chegar ao próximo patamar.

Por isso, organize suas ideias, pesquise o seu ramo de negócio, estabeleça metas e — mais importante — mantenha um controle rigoroso do seu dinheiro. Vale a velha regra da economia: jamais gaste mais do que ganha!

Espero que, com essas informações, você consiga realizar um planejamento financeiro melhor e pavimentar um caminho mais seguro na profissão. Claro que são dicas básicas e iniciais, mas já podem ajudar bastante.

Aproveitando, recomendo a leitura deste post: Como atrair mais clientes. Aposto que vai gostar!

5 Comentários


  1. Excelentes dicas,…. mais ou menos todos devem ter essa noção, mas no fundo não querem tomar essa atitude…ler isso me fez ter certeza que precisava mudar 🙂 obrigada

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